barraca

Estava eu a passar junto às barracas das farturas quando mesmo à minha frente pára uma carrinha branca. De lá saem meia-dúzia de senhores e uma senhora, a maioria de meia-idade, com sacos pretos na mão a correr para as barracas dos ciganos. Tinham escrito ASAE nas costas.
Rapidamente abrem os sacos e atiram lá para dentro o que encontram pela frente. Agentes da polícia seguem-nos e bloqueiam a passagem às pessoas. Uma carrinha da polícia de intervenção pára e saem agentes armados e com capacetes.

Eu fico atónito a olhar a cena, sendo isto que o que consegui captar:


Com alguma concentração, é possível encontrar no meio da foto um agente da ASAE (de colete preto com riscas brancas) e à direita o cordão policial.
Não me atrevi a tirar melhores fotos com medo de que os agentes pensassem que eu estava metido com os ciganos e me tratassem como costumam tratar os ciganos delinquentes cá em Peniche.
Pronto, se fosse assim não me faziam nada, mas na altura fiquei tão estupefacto que não deu para melhor.

Fui-me embora e passado meia-hora quando lá voltei estava tudo às escuras e a polícia estava a terminar as rusgas. A saída dos agentes foi acompanhada por uma salva de palmas dos ciganos. Os agentes meteram-se nas carrinhas e foram à vida deles.
Quando já não havia nenhum polícia, alguns ciganos dispuseram-se a partir para a agressão e os ânimos levantaram-se. Sem consequências nenhumas, visto que já lá não estava ninguém.
Nem as sapatilhas a dez euros.
Caramba, se soubesse que isto ia acontecer tinha comprado meia dúzia de pares daquilo.
Carrinhas brancas a parar ao pé das farturas?
Nunca mais me apanham com essa.

2 comentários:

  1. Muito bom josé. Um testemunho muito interessante!

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  2. O meu texto é tão bom que até te parece que estiveste lá.

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