alterações


Com a nova encarnação do blog vieram várias alterações, a começar pela tentativa de sardinha no topo da página. Às sardinhas que se sentirem ofendidas as devidas desculpas.

A zona dos outros blogs também foi atualizada, e mostra agora o essencial da blogosfera penicheira de acordo com o blog mais recentemente atualizado, de cima para baixo.

Vou introduzir secções, as quais tratarão de um tema muito específico. O primeiro post de cada secção será uma descrição da dita cuja secção, para evitar surpresas desagradáveis e outros males. Cada secção terá o seu tag na coluna da direita, e basta clicar nele para ter acesso a todos os artigos dessa secção.

Na primeira encarnação do blog os temas abordados eram exclusivamente sobre Peniche, e na segunda foram na sua maioria sobre política nacional. Perante a importância do primeiro tema e a facilidade do segundo vou tentar manter um equilíbrio. Haverá espaço para tudo, até para receitas de bacalhau tailandesas.

Estão apresentadas as alterações à receita, disfrutemos agora a refeição.

PS: Metáforas referentes a comida passarão a partir de agora a ser usadas com mais discrição.

esta terra não é para monumentos



Hoje, dia 26, que há uma uma sessão pública comemorativa dos 50 anos da obra "Peniche na História e na Lenda", pelas 21.30, no Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche, apresento-vos um discurso do Professor Mariano Calado sobre a destruição a que os monumentos históricos da cidade têm sido repetidamente sujeitos. Que sirva de prelúdio para a sessão de logo à noite.

outra vez arroz


Pois é, tal como os alcoólicos e os toxicodependentes, eu também tenho recaídas.
No meu caso, dá para a caldeirada.
O que se sucede é que chega o verão e fico sem nada para fazer, por isso venho para aqui soltar o Herman José que está dentro de mim (não literalmente) e dizer javardices avulso.

Mas antes de mais, um assunto sério. Prometo ser dos poucos. Esta é a terceira encarnação do blog, sendo que a primeira foi escrita debaixo do espesso manto do anonimato. Eu fui um dos autores, mas houve mais, e alguns dos posts foram mesmo escritos por mais do que um autor. Digo isto porque um dia quando for Presidente da República (cuidado, ou eu ou o Durão Barroso) não quero que me venham atirar que fui eu que escrevi certas e determinadas coisas. Provavelmente até terei sido, mas ao menos posso atirar com isso para cima de outro gajo qualquer.

Vou passar então a afincadamente, durante pelo menos uma semana, dedicar-me a este blog. Agradeço em especial à minha madrinha por o ter mantido como homepage apesar dos meus esforços em lhe sugerir sites mais interessantes. E agradeço também a todos os outros internautas que nunca deixaram de consultar o blog este tempo todo, quero dizer, à minha mãe.

Para vocês as duas, outra vez arroz. De caldeirada.

Rate this, Moodys

Este gráfico mostra a reação dos mercados à descida do rating pela Moodys.
Já a reação dos portugueses foi outra não menos hostil.

Sim, eu acho que há uma estratégia de tentativa de desvalorização do euro ao atacar e agravar a sustentabilidade económica dos países constituintes menos produtivos.
Mas esta não me parece ser a reação mais sensata.
De qualquer forma, já é uma reação que ultrapassa a conversa de café e o desabafo do taxista. E por isso já não é nada mau. Let's kill the baaaastards!!!

Vende-se Portugal - às peças

Está a haver contestação a esta nobre campanha lançada pelo Turismo de Portugal. Por mim os espanhóis que conquistem o Alentejo à vontade. Aquela gente votou toda PS nas últimas legislativas.

Não há Nobrista que resista


Fernando Nobre abandonou o cargo de deputado na Assembleia da república.
Fernando...essa foi pouco Nobre!

PS: cartoon a mostrar a minha reação a esta frase no Facebook do Nilton.

Interpretações

Não foram os crimes de abuso sexual que aumentaram, a crise é que obrigou o pessoal a não pagar o jantar antes como se fazia antigamente.


por Rúben

A culpa



Paira no ar o medo da culpa. Não só o corriqueiro temor de assumir a culpa, mas sobretudo a hesitação em apontar a culpa. Mal pensamos em erguer o dedo indicador apontador da culpa e já se está ele a virar contra nós. Porque nós já não sabemos quem tem a culpa, porque todos a depositam uns nos outros e nós já não sabemos quando acabam uns e começam os outros.


A opinião pública mostra-nos como a culpa nos está no sangue, como país inteiramente culpado que somos.
Porque nós somos como todos os outros, nós temos todos um Sócrates dentro de nós. Nós ficámos à espera que alguém viesse por nós, não nos quisemos acudir em emergência, não quisemos lutar por coisa alguma.
Nós não abdicámos de ir ao cinema, almoçar fora, passar uma semana no Algarve, nós nunca quisemos deixar de aproveitar a nossa vida. Assumamos agora a culpa de termos vivido a delegar nos outros a tarefa de nos segurar. Só vale a pena nos arrependermos dos poucos gastos que achámos por bem cortar. Teríamos chegado à mesma ruína um bocadinho mais felizes.

Junk

Passámos a última semana a tentar mostrar a distância entre a nossa situação e a da Grécia.
Mas cada vez mais para o estrangeiro só o cheiro é que muda.

XII Sabores do Mar


Já podemos ficar a saber no que vai consistir o agora festival Sabores do Mar.
Para festival a musica está fraquinha, mas compensa (dia 10 e 16) a
Degustação de Azeite do Concelho de Abrantes. Um evento onde certamente irá reinar a loucura e a euforia e o não menos maluco azeite do concelho de Abrantes. Para apreciadores.

Bater no ceguinho


Qualquer coisa terá menos importância do que levar uma nação à bancarrota.
Mas talvez nos ajude a perceber como (não) funciona a nação.

Sobre a Papoa #3

Esta planta de 1895 dá uma ideia do Forte da Luz numa altura em que já se encontrava arruinado.
O estado agora é de ruína completa e progressiva a cada dia que passa:



Não creio que fosse muito útil ou lucrativo fazer um mega-projeto para reerguer este espaço.
Está numa zona pouco visitada pelos turistas e também não tem nenhum conteúdo arquitetónico ou histórico de especial relevo. No entanto, algo poderia ser feito para dar dignidade e beleza a este terreno abandonado.
Nos países nórdicos há a tradição de semear relvados e transformar as velhas ruínas em zonas para um agradável passeio, mas já que o Forte da Luz está mesmo em cima do mar, talvez relva não fosse a melhor ideia para este caso. Eu creio que brita, tal como a do Campo da Torre, seria uma boa solução para dar um aspeto imponente e pitoresco ao local. E faria do Forte da Luz um ponto obrigatório nos guias de turismo da região.


Antes da vitória, a derrota

Deixa-me muito feliz que o novo Presidente da Assembleia da República seja uma mulher, Assunção Esteves.
Mas tendo em conta que o primeiro candidato proposto pelo partido com maioria no plenário era Fernando Nobre, eu ficaria feliz se um cão tivesse sido eleito Presidente da Assembleia.

O Japão três meses depois

Esta galeria mostra como um país coberto de destroços e repleto de cenários completamente absurdos se conseguiu reerguer e voltar a uma vida mais perto do normal.
Não sei o que é mais surpreendente, se as fotos da devastação deixada pelo tsunami se as das reconstrução operada pelo homem.

Sobre a Papoa #2

Precisei de recorrer à ajuda do Professor Mariano Calado há dois anos atrás, no decorrer de um trabalho escolar sobre a necessidade de proteger o Convento do Bom Jesus. Fizemos uma apresentação à cidade no auditório municipal, no fim da qual o Professor leu um texto com os inúmeros monumentos penichenses destruidos por incompetência e desinteresse e deficiente planeamento urbanístico.

A minha admiração pelo trabalho do Professor vem desde que com uns 5 anos anos me ofereceram o "Peniche na História e na Lenda" e eu fiquei interessadíssimo na história de Peniche.
Além de um notável poeta e historiador, é um interessado crítico pelos problemas da nossa cidade, e entre as inúmeras soluções que defende, encontra-se a transformação do Filtro num miradouro.

Há umas semanas, deixei a ideia num comentário ao blog Amigos de Peniche, e foi hoje colocada uma montagem do Carlos Alberto Tiago a mostrar um suposto Centro de Interpretação do Património Geológico do Litoral de Peniche saído de um filme de ficção científica de 1940.

Parece parvo à partida, mas pode não ser uma má ideia transformar o Filtro em algo mais. Algo pouco dispendioso e útil à população. As rochas de Peniche têm muito para mostrar e eu gostava muito de ver construído esse centro, com uma fortíssima componente turística, acedido perante o pagamento de um bilhete barato mas suficiente para ao menos sustentar a sua manutenção e com acesso ao Filtro, na forma de miradouro.

Sobre a Papoa #1

Vários blogues têm-se debruçado sobre o lamentável estado a que chegou o depósito de água conhecido como Filtro. Eu concordo que faz todo o sentido empreender uma reforma nesta estrutura, mas ainda mais do que isso, é necessário encontrar um uso a dar ao espaço envolvente.

Nesta fotografia, que tirei no verão passado, podemos notar o estacionamento abusivo de caravanas na Papoa. De resto, todo o espaço se mostra desleixado e abandonado. Em primeiro plano, o que resta de uma antiga base militar precipita-se sobre a arriba.



Toda esta zona tem um enorme potencial turístico e é uma pena que tenha chegado a este estado. Numa altura de contenção orçamental, há que esperar que num futuro não muito longínquo a Papoa ganhe a dignidade merecida.

Extremistas em tudo

Tendo em conta os custos da campanha, o custo de cada voto por partido foi:

CDU - 0,22 eur
PSD - 0,92 eur
CDS - 1,07 eur
PS - 1,41 eur
BE - 2,44 eur

fonte - Diário Econónimo

Não os consegui distinguir durante a campanha, mas comprovadamente a diferença entre o Bloco e o PCP é abismal.

O regresso



É com incontida felicidade que vos anunciamos o nosso regresso à blogosfera penicheira passado mais de um ano de reflexão.
Voltamos com ideias renovadas, vontade de falar de coisas da vida, e libertos do bicho mau que é o anonimato.
Só temos a esperar as vossas colaborações para que este seja um espaço de amena cavaqueira em português suave.