Mostrar mensagens com a etiqueta caldeirada repescada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta caldeirada repescada. Mostrar todas as mensagens

caldeirada repescada #11 as construções menos oportunas da cidade

Peniche é uma terra com muito potencial turístico, que podia ser melhor explorado. Parte da culpa têm os erros urbanísticos que foram sendo cometidos ao longo do tempo e destruíram significativamente a beleza da cidade. Esta lista faz um apanhado das construções que no meu entender mais contribuíram para a cidade não ser mais bonita e causar pior impressão nos turistas.

Edifício Berlenga


Este clássico mamarracho é a primeira entrada nesta lista. Não faz nenhum sentido haver um prédio tão alto.

Edifício Verde Mar


Uma desgraça do mesmo género que a anterior.

Prédio da União dos Bancos


Já falei muita vez dele mas vale sempre a referir as linhas verticais, a cota elevada, enfim, nada a ver com a Avenida do Mar.

Prédios no centro

Há dias um colega meu que tinha visitado Peniche dizia-me como a minha terra era mesmo feia.
Esta má imagem fica na cabeça dos visitantes porque nos anos 80 e 90 o centro da cidade foi estragado por prédios que além de feios têm uma cota ridiculamente alta que não tem nada a ver com o perfil das outras construções.
Esta moda parece já ter acabado mas a cidade ainda vai por muitos anos sofrer as consequências.






Pavilhões da prisão política


Estão no meio do nosso monumento mais visitado e são feios que doem.
Eu percebo que pela sua cor política seja um tema sensível para este executivo, mas que um dia alguém faça alguma coisa quanto a isto. Quanto mais bulldozers meter, melhor.

Capitania e Segurança social


Uma estupidez completa construir em cima da muralha. É uma das entradas rodoviárias em Peniche e tem um ar de desprezo pelo património nada encantador.

Restaurante Nau dos Corvos


Passámos a ter a vista tapada num lugar que era das nossas melhores mais valias.

Clube Naval


A cota não é alta, o local também não é delicado. Se tapa a panorâmica que era a principal atração da zona mais frequentada da cidade? Sim, mas não é relevante.
Se quem gere o planeamento urbano apenas decide pela cota e área de construção então metemos uns computadores a fazer o trabalho e poupamos uns trocos. Daqui a amanhã o turismo vai todo para a Nazaré ou Santa Cruz, mas agora há mais coisas a fazer do que perder tempo com pormenores.

originalmente publicado em 29 de abril de 2013

caldeirada repescada #10 rua antónio da conceição bento


Para mim a evolução da Rua António da Conceição Bento é um fenómeno bastante interessante, pois é exemplificativa da enorme expansão geográfica da área habitacional de Peniche no século XX. De tal forma que esta rua passou por duas completas metamorfoses desde a década de 40 até ao início do novo século.

Nesta foto da década de 40 vemos como toda esta área era preenchida por terrenos agrícolas:


Pouco depois começaram a ser construídas as primeiras moradias, que aparecem no vídeo:


Repare-se a semelhança deste tipo de urbanismo ao verificado atualmente noutras zonas periféricas da cidade, por exemplo na Estrada dos Remédios:


Trata-se, cada uma no seu tempo, de zonas suburbanas para onde vão estrear casas aqueles que saem da casa dos seus pais ou amontoaram o suficiente para construir uma casa à sua medida.

Rapidamente o aumento da população e do seu nível de vida forçou a cidade a expandir as suas fronteiras, o que levou à valorização monetária dos terrenos das redondezas. António de Jesus Lourenço captou em 1983 a transição entre uma fase e outra:


A última alteração nesta rua deu-se em 2003, altura em que foi demolida a casa que aparece à direita na última foto:


E não se arranja um vídeo da demolição com uma música fatela a passar?



Hoje em dia temos de chegar ao fundo da rua para podermos ver o que resta da fase periférica da António da Conceição Bento. No entanto, e apesar da evolução urbanística poder ser um pouco atrasada pela crise que estamos a atravessar, o mais provável é que um dia também estas casas dêem lugar a prédios que tirem mais proveito do valor do terreno onde se situam.


A que é que se deve o estranho caso da Rua António da Conceição Bento, que em 60 anos passou por dois estágios totalmente diferentes? Creio que esta mudança tão súbita está associada ao facto de até meados do século passado haver dois núcleos habitacionais bastante distintos: Peniche de Cima e Peniche de Baixo. E entre eles era terra de ninguém. À medida que as duas partes se foram expandindo, precisaram de encontrar um espaço que lhes pudesse servir a ambas das necessidades comerciais e habitacionais. E assim a Rua António da Conceição Bento passou a ser o centro da povoação em vez da periferia de duas.

originalmente publicado em 10 de abril de 2013

caldeirada repescada #9 disparidades

Vamos entrar num centro comercial na Rua da Sofia em Coimbra:


Nada nos chama especialmente a atenção neste pequeno centro comercial urbano...


...até que ao virar de uma esquina...


...somos surpreendidos por este teto de lages detalhadamente esculpidas.

Depois de alguma pesquisa, fico a saber que o edifício onde hoje se ergue o centro comercial era a igreja do Convento de São Domingos, cuja construção começou em 1540. Os trabalhos escultóricos foram iniciados em 1553 e são da autoria de João de Ruão. O centro comercial foi instalado em 1981 e optou-se por ser preservada a capela da foto, onde foi instalado um café (agora fechado).

Isto não é o que, pelo menos na nossa zona, costuma acontecer.
Normalmente as autarquias ou administração central cedem aos interesses dos privados e destroem tudo a eito. Quando a população mostra interesse na preservação do património, congela-se a obra e espera-se que a memória das pessoas desvaneça para deitar abaixo sem levantar muitas ondas.

Neste centro comercial, situado numa rua que tem mais monumentos por metro quadrado que outra qualquer, decidiu-se preservar este espaço, que comparado com edifícios vizinhos, nem é nada de por aí além. Isso não impediu o progresso da cidade, só a valorizou.
Eu não tenho conhecimento de como decorreu o processo de recuperação deste imóvel, mas o que aconteceu foi um ótimo compromisso entre a rentabilização de um espaço e a preservação do património. E saiu toda a gente a ganhar.

Passemos para Peniche.
Há inúmeros (maus) exemplos da relação entre o progresso e o património da cidade.
Vou buscar um do qual falei no blog há pouco tempo.
Os muros do Forte da Luz estão a precipitar-se para o chão sem que ninguém faça nada.
Um exemplo do laxismo da autarquia e munícipes nesta matéria pode ser comprovado nos comentários ao último post onde abordei este assunto.
Numa terra em que no que toca à destruição de património os atropelos à lei e ao plano diretor municipal são constantes, alguém se lembrou de que a lei existe.
Mas foi buscar a lei para quê? Exatamente para justificar a inércia e o ociosismo que prevalecem quando surge necessidade de proteger os monumentos da cidade.
É a completa perversão dos príncipios que nos devem reger.
Até porque eu assumi a minha ignorância e perguntei: ok, então como podemos dar a volta à situação?
E aí já não obtive resposta.


 O pessimista encontra sempre uma desculpa, o optimista descobre sempre uma saída.


originalmente publicado em 10 de novembro de 2012

caldeirada repescada #8 cilindros

Zé Pedrosa fez aqui há tempos referência ao estado de degradação em que está o antigo cilindro da câmara, sugerindo a sua integração numa rotunda.
Há pouco tempo eu dei com outro cilindro, o de Viseu, exposto à entrada do seu politécnico:


Aprecio bastante esta ideia de meter um elemento importante para a população num sítio em que não incomode nem atraia demasiadas atenções, mas de alguma forma enriqueça o espaço em que está.
Eu creio que o nosso cilindro ficaria muito bem num espaço aberto como o Parque Urbano ou o da Prageira. Não seria nada de espetacular, mas são pormenores assim que distinguem uma cidade de um monte de prédios.

originalmente publicado em 21 de outubro de 2012

caldeirada repescada #7 o restaurador de peniche

Nas últimas semanas, temo-nos divertido com o caso da restauradora de Borja, uma velhinha espanhola que se achou à altura de restaurar um retrato oitocentista de Cristo, com um resultado arrojado:


No entanto, nós próprios temos o nosso restaurador de Peniche, com a diferença de usar espátula e cimento em vez de pincel e tintas. Aqui está uma das suas obras:


Este menino fica na zona de atividade noturna mais movimentada da cidade e em frente à entrada da concorrida marina de recreio, sendo por isso das primeiras coisas que quem chega por mar a Peniche vê.
Eu não faço parte do poder local, mas se alguém fizer, gostava que às vezes olhassem duas vezes para certas coisas. Nem sequer é para pedir explicações a quem deixou que tal acontecesse, mas para que pusessem alguém a resolver este tipo de situações. Com um bulldozer como ferramenta de trabalho.

originalmente publicado em 6 de setembro de 2012

caldeirada repescada #6 os caravanistas




# fotografia de José Silva

Tem-se falado muito do cada vez maior número de caravanistas a ocupar Peniche. Conforme se pode ver pelas opiniões deixadas no Facebook, a discussão não sai muito a favor dos nossos visitantes.

Zé Pedrosa:
A semana passada, no outro Porto d'Areia mais a norte assisti a um destes selvagens (porque nem todos são caravanistas a preceito) a descarregar para o chão o depósito das águas sujas e mal cheirosas.

Nuno Gloria: 
só mesmo em peniche..em outros lados tem de acampar em sitios próprios para caravanas,aqui em peniche é na papôa é nos bombeiros é na alfandega,no porto dáreia..já para não falar da água que eles vão abastecer na lavandaria do filtro amarelo..eu pago a minha água,e eles que são ricos,porque é que não a pagam.??????

Lidia Maria:
é verdade sim senhor.assim como despejarem o lixo e as sanitas no fosso da muralha,junto á ponte velha uma vez que estão a fazer a limpeza do mesmo,assim como á pessoas que teem boas vivendas e alugam para estar a viver nas caravanas,que a higiene não será a mesma ,acho eu,isto é mesmo uma vergonha,será que não há ninguem competente que veja isto?

Carlos Mota Grão:
vêem para cá ,porque todos nós toleramos este turismo de deslize, é muita tolerância das autoridades que por sua vez trata-nos com intolerância o reste do ano todo.

Joao Paulo Ferreira:
vergonhoso, mil vezes vergonhoso, e ainda mais vergonhoso, são os responsáveis por esta cidade nada fazerem, capital da onda; onde? para mim Peniche é isso sim a capital do caravanismo, sem lei e sem o mínimo respeito pelos habitantes da cidade de Peniche que pagam os seus impostos para depois estas pessoas sem o mínimo de civismo, virem para cá e destruir as nossas paisagens naturais, pois para virem para cá nestes moldes para mim e para muitos habitantes de Peniche são personas non gratas.

Mas quem são na realidade estes animais selvagens que se intrometem em terreno alheio? Será que têm sentimentos como nós? Será que também choram pelo seu Benfica? Que vêm a ser estes bichos mal-amados?

Vitor Pampilhosa preenche calmamente o seu Sudoku. Aparentando estar já na casa dos 60, usa óculos fundo de garrafa e barba por aparar. A sua caravana está entre uma meia-dúzia delas, encostada a uma arriba atrás do molhe do Porto da Areia, se bem que os outros anos costumava ficar na zona do fosso. Vitor desde Dezembro só esteve 9 dias em casa. Em Peniche, estará até ao fim de Agosto. Depois, vai continuar a sua viagem.

Jesus Rodrigues lancha com a sua família entre um carro e duas carrinhas, de uma sai um toldo que lhes faz sombra. Uma senhora levanta-se e oferece-me o banco de plástico, para eu me sentar um bocadinho. Trabalham em Mérida, e Jesus tem antepassados penichenses. Ficam aqui uma semana, normalmente na zona da Papoa. Falam-me da brisa marítima que passa, e eu falo-lhes de dejetos. Mais concretamente aonde os depositam.
Jesus fala-me de uma sarjeta, Vitor conta-me que deposita num dos dois parques de campismo da cidade, cujo serviço de recolha é pago. Devia haver uma rede disso espalhada pela cidade? Sim, continua Vitor, pois a instalação é barata e já existe noutras terras.

E água potável? Tanto Jesus que está lá ao seu lado, como Vitor que está na outra ponta da cidade, usam o tanque de Peniche de Cima. Há uns anos, conta-me Vitor, alguém meteu um adaptador para ser mais fácil ligar a torneira ao tanque das carrinhas, este ano já não estava lá.

E quanto à população nativa, tem havido incidentes? Vitor diz-me que aqui há dias uns rapazes começaram a atirar pedras para cima de uma caravana. Os caravanistas chamaram a polícia e esta prendeu-os.

Chimeno está escrito a corretor na lapela da camisa de um agente da GNR. Pertence à Unidade de Controlo Costeira e está a descansar dentro do seu Nissan Patrol. Não tem havido ordens no que toca ao caravanismo, apesar de o agente saber que não é legal e onde muitas vezes os dejetos vão parar. Mas ainda não lhes chegou nenhuma queixa, logo não há razões para atuar.

E se fosse construído em Peniche um parque de propósito para sustentar o caravanismo? Não há dinheiro, responde-me um senhor da mesa de Jesus Rodrigues. Não há dinheiro para quê, construir ou frequentar? Para as duas coisas, sou elucidado.

Primeiro do que deixar a minha opinião no assunto, gostaria de vos sugerir um link para a opinião dos caravanistas.

Em Peniche, algo atualmente está muito errado: o despejo dos dejetos em pontos específicos de recolha, uma obrigação dos caravanistas, é taxado, e o abastecimento de água, uma necessidade, é gratuito.
Para evitar situações de despejo de dejetos em sítios impróprios, deveria ser criada uma rede de recolha destes dejetos sem qualquer custo para os caravanistas. O interesse é nosso, penichenses. Não queremos que continuem a sujar a nossa cidade. Acho até que a polícia devia andar à caça dos caravanistas que não deixem os seus resíduos em local apropriado, e atestar-lhes pesadas multas.
E passava-se a taxar a água, que ficaria disponível num conjunto específico de pontos. Quem fosse apanhado a abastecer num local não autorizado (entenda-se torneiras públicas) também seria multado. Até porque não estou a ver outra forma de o município receber diretamente dinheiro do caravanismo clandestino.

A questão é: o que perdemos nós penichenses se perdermos os caravanistas?
Eu concordo com a opinião pública: não muito. Mas também acho que não perdemos assim tanto se os deixarmos estar.

Chateia-o, caro leitor, ver caravanas espalhadas por aí?
A mim também, algumas delas. Quando se aproximam muito do Forte da Luz o sangue sobe-me um bocado à cabeça. Aquilo é património histórico e natural da nossa terra. Não devemos deixar que o estraguem assim (nem que seja só visualmente). Umas placas a proibir o estacionamento de caravanas (com vigilância a condizer) não ficariam mal. Aí e noutros locais. Baluarte da Gamboa, estacionamento do Cabo Carvoeiro...
Agora no Porto da Areia? Ou ao pé do fosso? Se tivessemos a certeza de que não iam poluir o ambiente, acho que só temos de ser hospitaleiros. Quem nunca se meteu numa caravana e partiu por aí à aventura que atire a primeira pedra.
Pronto, é verdade, eu nunca me meti numa caravana e parti por aí à aventura.
Mas ainda vou a tempo.

originalmente publicado em 22 de agosto de 2012

caldeirada repescada #5 mr. Tozé, tear down this building!

Carlos Tiago colocou no seu Facebook algumas fotos legendadas de vários ex-libris de Peniche, entre eles a Avenida do Mar. Nós penichenses já estamos habituados, mas ao vulgar turista este Prédio Coutinho de meia tigela mesmo no meio da avenida não ficará indiferente.


Esta construção é a mãe das aberrações. É um edifício com quatro andares numa zona em que os outros têm dois, e com uma arquitetura completamente ultrapassada e descontextualizada. Destoa de tudo o resto, com as suas linhas verticais e vigas que acabam no meio do nada.

Retirada daqui, esta foto de António de Jesus Lourenço mostra uma Avenida do Mar antes do atentado:


Eu não sou Ronald Reagan, mas peço-lhe, Mr. Tozé, tear down this building!

Pronto, se calhar há outras prioridades neste momento, mas este bastardo da arquitetura será sempre uma pedra no sapato para Peniche.
Daquelas que só saem com bulldozer.

originalmente publicado em 15 de agosto de 2012

caldeirada repescada #4 barraca

Estava eu a passar junto às barracas das farturas quando mesmo à minha frente pára uma carrinha branca. De lá saem meia-dúzia de senhores e uma senhora, a maioria de meia-idade, com sacos pretos na mão a correr para as barracas dos ciganos. Tinham escrito ASAE nas costas.
Rapidamente abrem os sacos e atiram lá para dentro o que encontram pela frente. Agentes da polícia seguem-nos e bloqueiam a passagem às pessoas. Uma carrinha da polícia de intervenção pára e saem agentes armados e com capacetes.

Eu fico atónito a olhar a cena, sendo isto que o que consegui captar:


Com alguma concentração, é possível encontrar no meio da foto um agente da ASAE (de colete preto com riscas brancas) e à direita o cordão policial.
Não me atrevi a tirar melhores fotos com medo de que os agentes pensassem que eu estava metido com os ciganos e me tratassem como costumam tratar os ciganos delinquentes cá em Peniche.
Pronto, se fosse assim não me faziam nada, mas na altura fiquei tão estupefacto que não deu para melhor.

Fui-me embora e passado meia-hora quando lá voltei estava tudo às escuras e a polícia estava a terminar as rusgas. A saída dos agentes foi acompanhada por uma salva de palmas dos ciganos. Os agentes meteram-se nas carrinhas e foram à vida deles.
Quando já não havia nenhum polícia, alguns ciganos dispuseram-se a partir para a agressão e os ânimos levantaram-se. Sem consequências nenhumas, visto que já lá não estava ninguém.
Nem as sapatilhas a dez euros.
Caramba, se soubesse que isto ia acontecer tinha comprado meia dúzia de pares daquilo.
Carrinhas brancas a parar ao pé das farturas?
Nunca mais me apanham com essa.

originalmente publicado em 8 de Agosto de 2012

caldeirada repescada #3 prémios caldeiradas da década

Depois de um exaustivo estudo levado a cabo por um painel internacional de investigadores, arquitetos, cientistas e chambreiras foram decididos quais os vencedores dos Prémios Caldeiradas da Década.
Aqui vos deixamos os não poucos prémios ganhos pelo Município de Peniche.

Prémio Melhor Rotunda


Pela originalidade e beleza desta exemplar rotunda.

Prémio Apoio à Sétima Arte


Pela demolição de um cinema e o encerramento do outro.

Prémio Aproveitamento do Património



Pela demolição de dois edifícios históricos no mesmo local. As antigas estação de autocarros e fábrica de conserva deram a alma ao criador para ficar lá um enorme pedaço de nada.

Prémio Melhor Corrida de Burros




Pela dignificante participação do Senhor Presidente da Câmara.

Prémio Melhor Praça Pedestre


Para as obras de requalificação do Campo da Torre, que devolveram a praça às pessoas.
Mas os automóveis tinham uma ligação sentimental mais forte.

Prémio Melhor Fosso


O Fosso da Cidade de Peniche ganhou nas Categorias "Cheiro Mais Nauseabundo", "Maior Quantidade de Ferro-Velho" e "Obra Mais Protelada".

Prémio ETAR Mais Danosa


Pela imparável vertente destruidora da ETAR de Peniche, poluindo Peniche e assassinando quem se acerca.



originalmente publicado em 31 de Dezembro de 2009


caldeirada repescada #2 urbanismo sanitário

Hoje quando estava a vestir-me reparei que faltava a breguilha das minhas calças. Procurei-a no armário, no quarto, na casa toda. Estava a ver que não a encontrava quando me deparei com o programa do PSD para a freguesia da Ajuda de há uns mesitos.



Aí estava a minha breguilha, e até a deixei aí ficar, que não fica mal. Se Lisboa tem vulcões no Parque das Nações, por que não há-de Peniche ter breguilhas no Quebrado? Até dá jeito, pois se em Lisboa nunca se sabe quando o vulcão deixa um jato de água, em Peniche, as pessoas é que decidem quando querem águinha ou não.

Isto também é um óptimo exemplo da ética penicheira, visto que em cidades mais desavergonhadas há estátuas de rapazes nus a mijar nas fontes. Em Peniche não há esse tipo de badalhoquices, só a breguilha e chega.

Por acaso a CDU na Ajuda teve maioria absoluta. Mas continua o sonho daqueles que querem uma breguilha gigante no Quebrado.


originalmente publicado em 23 de Dezembro de 2009

caldeirada repescada #1 notoriedade cósmica

Aqui neste modesto restaurante não temos grandes ambições. A não ser espalhar a caldeirada penicheira por todo o espaço intergaláctico. Não é possível? Bem, a fama da caldeirada penicheira já chegou mais longe do que se possa imaginar, conforme este depoimento no site da Associação de Pesquisa OVNI:

Fernanda Ellis, de visita a Peniche sem precisar a data mas em Junho de 2008, por volta das 22 horas, fotografou a Igreja da Misericórdia na cidade de Peniche a 100 Km a Norte de Lisboa. Passados meses quando analisou a foto no computador verificou que havia ali algo que não tinha visto quando tirou a foto. Será um ovni pela forma?


O turismo agradece. Os moradores do supostamente pedonal Largo 5 de Outubro é que não, já não basta os automóveis, agora até ovnis lá aparecem... Mas onde é que esta gente tirou a carta?
De qualquer forma, para quem não passou pela Igreja da Misericórdia nessa inusitada noite, aqui fica um relato do que provavelmente vos teria sucedido:



originalmente publicado em 10 de Novembro de 2009

caldeirada repescada #0


A silly season, época em que as televisões nos enchem de repetições até à náusea, acabou.
Mas como também me vejo sem conteúdos para vos apresentar, vou recorrer à mesma fórmula, indo buscar  artigos à cave do blog.
Relembro que nessa altura o blog tinha vários autores, assinando todos por Cozinheiros, mas os que vou republicar (atenção, nada contra a monarquia) foram escritos somente por mim.
Vamos passar então a repescar postas desta caldeirada, salientando que se não eram nada de jeito na altura, também não é agora que vão passar a ser.