companhia portuguesa de congelação

Recentemente foi feito o arranjo urbanístico da artéria que passa atrás da Escola Nº1.


Atrás desta rua irá nascer um dia um conjunto de edifícios, cuja descrição aqui segue:


Há dois séculos atrás este espaço era um terreno de cultivo (no centro da imagem):


Há cerca de cem anos (mais coisa menos coisa) houve a explosão da indústria conserveira em Peniche, e tal como em muito outro sítio foram aqui construídos barracões da Companhia Portuguesa de Congelação (tirei a foto do Peniche Sem Censura):


Há uma questão interessante que se prende com o facto de a parede um dos blocos fazer um certo ângulo com a estrada quando tinha espaço para ser paralela:


No entanto se formos à primeira vista aérea vemos que antes desta zona ser urbanizada o limite do terreno fazia uma certa curvatura que obrigou à construção peculiar deste edifício.

Outra questão se prende com o facto desta fábrica ter tido uma central elétrica entre 1948 e 1950. Será que as três torres que lá existiam estavam relacionadas com esse fim? É apenas uma suposição...

No fim, ficámos com vários barracões (um deles convertido em estação de autocarros e posteriormente em loja dos trezentos), posto de transformação da EDP e serviços administrativos da fábrica, cuja demolição está neste bonito GIF:


Isto leva-nos para o próximo tema, que é a demolição destes meninos, entre Junho de 2006 e Março de 2007:






Ficou somente o edifício da EDP, e com o tempo a vegetação reclamou o local para si:



E como tudo na vida tem um fim exceto a salsicha que tem dois, este ano o posto da EDP foi à vida:


E foi a história de um quarteirão... Amor, guerra, traição e vingança não são bem os fortes desta história mas de vez em quando tenho de meter aqui um post maiorzito senão perco a clientela. Tenho bastantes ideias para mais assuntos que gostava de dissecar aqui no blog, mas o tempo é escasso e gostava de, dentro dos meus limites, fazer uma coisa com o mínimo de fidelidade e conteúdo. Até lá, continuaremos à base de emparedamentos, pinturas e citações. O que não sendo muito, chega para dar a ideia que o autor do blog é um grande artista e come livros ao pequeno almoço (dá-me jeito para meter o blog no currículo).

Quem olhar bem a maneira como as ondas se espraiam e esbranquiçam na costa portuguesa percebe que o Oceano Atlântico fica feliz quando chega finalmente a Portugal.

Miguel Esteves Cardoso


A má notícia é que atendendo a indicadores como o resultado do PCP nas autárquicas e a estudos como este a extrema-esquerda parece ter um eleitorado cada vez maior e quem sabe talvez possa vir a inviabilizar uma maioria absoluta na próxima legislatura.
A boa notícia é que as aulas de alemão até agora têm sido bastante suportáveis. Auf wiedersehen!

o medo

E chegámos ao dia depois das autárquicas. Depois deste período de pavimentações e faits divers, chegou a hora de nos lembrarem o que devem/devemos. Na ordem do dia estarão cortes, demissões, pragas, maldições, e pior que tudo (o diabo seja surdo!) o segundo resgate. Apaguem as televisões e rasguem os jornais, pois agora já não há alcatrão que tape o buraco.


não gosto de si, tenho de lhe dizer!


Neste vídeo podemos apreciar a frontalidade de uma idosa que lamenta ao primeiro-ministro a dureza da situação em que vive e a calma com que ele lhe responde. No entanto, para mim ainda mais digno de nota é os microfones da TVI, SIC e Correio da Manhã estarem todos a ser seguros pela jornalista do Correio da Manhã, visto que os das outras estações não conseguiram arranjar lugar. Uma prova rara de solidariedade num setor bastante competitivo.


Agora que estamos perto das autárquicas é comum os ânimos exaltarem-se e todos ferverem em pouca água, mas não nos podemos esquecer que a política também é feita de apaixonantes momentos de amor. Um brinde!

lisbon revisited 2013

Estive quatro dias a passear pela capital. Deu para ver muita coisa e tirar fotos amiúde.

Fachadas

Lisboa continua a ter uma densidade de fachadas interessantes que não existe numa área tão extensa em mais nenhuma zona do país.








Panoramas

Ser uma terra de montes e vales tem esta vantagem: facilmente nos deparamos com vistas fantásticas.





Em movimento

A cidade não pára em nossa função, ela absorve-nos e continua a sua rotina.





o sofrágio

Devo-vos confessar que ainda não faço ideia em quem vou votar, entre CDU, PS, PSD, branco, nulo, não votar, CDS ou BE também há ao que parece.
Cada vez me identifico menos com o sistema e cada vez mais o sistema se identifica menos comigo. Estamos juntos a perceber que temos muito pouco a dar um ao outro. A minha experiência no associativismo é parca, passando por umas cenas estranhas na Associação Académica de Coimbra que o tempo me vai explicar.
Como tudo o que é mau funciona bem o esquema (vou alternar "sistema" com "esquema" para tornar menos maçador o texto) mantém-se nos mesmos moldes em todos os sufrágios populares, de que são exemplo maior as autárquicas. A cisão entre mim e o sistema é cada vez mais funda - começa a aparecer malta da minha idade nas listas. Malta impecável, que sempre ouvi os professores elogiar e cuja amizade era disputada com veemência. Gente conhecida e de bem, cujos pais já eram pessoas de prestígio. Enfim, jovens admirados pelos pares e reconhecidos pelos mais velhos que ficam a matar nos panfletos.
E pergunto-me - que posso eu dar a um esquema que nada tem para me oferecer? Bem, é este o problema que eu ainda não resolvi. Por um lado, sinto que se não sou parte da solução, sou parte do problema, por isso ainda está calor e a praia é mesmo aqui ao pé. Por outro lado, há uma belíssima frase de Clayton Williams que diz: rape is like bad weather: if it's inevitable, you might as well relax and enjoy it. Neste sentido, não nos compensa alienarmo-nos ao sistema, se ele estará sempre omnipresente.
Posto isto, há sempre a possibilidade de enveredar pelo território de excelência das autárquicas - a familiaridade com os candidatos. Se bem que enquanto uns votam no Tozé porque andaram com ele na escola, no Jorge porque são colegas de profissão ou no Luís porque são lá da rua dele, eu vou votar nos que menos chatices me fizerem lembrar. Lista por lista, será que encontro uma em que ninguém me tenha chamado nomes ou inventado queixinhas à professora? É um exercício penoso, pois quero entregar à próxima geração a melhor cidade possível, mas para isso é preciso escolher bem os que a vão gerir nesta. Mesmo que seja por exclusão de partes.

O que as oposições não dispensam é a mão de obra sindicalizada dos serviços do Estado, e que agora usam, em vez da antiga classe operária, para rechear os autocarros das manifestações. 

Rui Ramos, in Expresso

Há algum tempo os CTT lançaram o serviço telefónico Phone-Ix, e agora a Optimus fez a marca WTF. Em breve seguir-se-á a Vodafone com o Fou Das, a TMN com o Ptakparyu e a ZON com o Kará Liu.



Às vezes chego a pensar que os políticos são todos uns corruptos cujo único interesse em aceder ao poder é pôr o serviço público a funcionar em prol dos seus interesses privados. Felizmente, de quatro em quatro anos tenho a oportunidade de comprovar que não é nada assim. Ainda há políticos generosos, que vendo o desespero das populações, acenam com uma nota que, mesmo não resolvendo em nada o substancial do problema, conforta a curto prazo. Até dá gosto pagar impostos com Luís Filipe Menezes. E ainda bem, porque não vão ser poucos.



Eis uma cena que eu não percebo: não referir as fontes. Ficar com o crédito é muito fixe, e nem sequer vou pelo peso na consciência - não será muito provável que nos descubram a fraude?
Os Facebooks, blogs e afins metem tudo e todos sem se ralar com as referências, os media online muitas vezes também (especialmente o site da Sábado) mas eu esperava melhor da imprensa escrita. Eu sei que a concorrência da internet é muito grande, mas se é para fazer tudo à balda não precisamos dos jornais.


O site Portugal Romano fez este interessante artigo sobre Eburobrittium, a cidade romana que precedeu Óbidos. Um espaço que, se a autoestrada fizer o favor de sair do caminho, tem potencial para ganhar bastante importância no futuro e ser um dos ex-líbris do turismo do oeste.

autárquicas 2013: um cartaz para cada português!

Estamos na altura mais bonita do ano - nunca as rotundas estiveram mais floridas, as ruas mais pavimentadas, os edifícios tão bem pintados. Mas o melhor de tudo serão os cartazes que enchem Portugal de cor e alegria. Há para todos os gostos e feitios, e da direita à esquerda a inspiração não falta. A página do Facebook Tesourinhos das Autárquicas 2013 anda à procura dos melhores, e eu aproveito para vos deixar uma fina seleção:






  




  


Os fiéis do eng. Sócrates são sebastianistas, mas daquele Sebastião que, além de retornar, come tudo, tudo tudo sem colher.

Alberto Gonçalves, in Sábado


E se o calor nos deixou hoje, o mesmo não podemos dizer da temperatura da campanha para as autárquicas. Tão alta que entre acordos e desacordos ortográficos o PSD enveredou por pontuações castelhanas. ¡Muy caliente!

Eu fico a aguardar mais informações sobre este caso. Se vierem com o número de telefone das visadas, melhor. Os meus fins-de-semana são uma seca...


O Adriano Constantino tem-me ajudado bastante nos posts sobre história. Aqui o vemos a fotografar um muro, ou como os leitores deste blog saberão, o Convento do Vale Benfeito. Agora, temos a oportunidade de ter acesso a toda a sua sabedoria de arqueólogo através desta página no Facebook, que transborda informações bastante precisas (o que é raro) e boas referências bibliográficas. Merece o bocado de Internet que ocupa.