Já no início do século XX tinham sido demolidos os portões originais, que a par com o acesso a Peniche de Baixo pela Ponte Velha asseguravam as únicas entradas na vila por meio terrestre. Mas apenas de dia, já que as portas eram fechadas ao anoitecer, havendo quem saísse e ao regressar já desse com os acessos à vila impedidos, pelo que se popularizou o dito Não saias do portão sem dinheiro e gabão (capote geralmente usado pelos pescadores).
entretanto #7 portões de peniche
Já no início do século XX tinham sido demolidos os portões originais, que a par com o acesso a Peniche de Baixo pela Ponte Velha asseguravam as únicas entradas na vila por meio terrestre. Mas apenas de dia, já que as portas eram fechadas ao anoitecer, havendo quem saísse e ao regressar já desse com os acessos à vila impedidos, pelo que se popularizou o dito Não saias do portão sem dinheiro e gabão (capote geralmente usado pelos pescadores).
opinação #2 aquário de grandes dimensões
Se há algum burburinho quanto à hipótese de se criar um aquário em Peniche, o responsável é Filipe Pereira, autor desta página.
O projeto dele é bastante específico, mas o próprio afirma ser somente uma sugestão.
Francisco Germano Vieira também deixou o seu contributo.
O grande problema é o financiamento.
Porque mesmo a haver investimento, poderia haver lucro reduzido, visto que os turistas que por cá passam vêm fazer praia ou desportos marítimos. Um dia que se invista num turismo mais cultural em Peniche, acho que o aquário é uma ideia a considerar.
truly epic fail
Em San Diego as comemorações do 4 de Julho este ano tiveram um gosto diferente.
Devido a uma falha técnica, os foguetes saíram todos ao mesmo tempo.
E ao que parece foi um bocado épico.
opinação #2 plataforma petrolífera
Eu acho que todos nós ficaríamos felizes com a exploração de petróleo, mas neste caso depende apenas da sua existência em quantidade suficiente ou não.
opinação #2 porto de águas profundas
Tivemos de escolher entre ter um porto de águas profundas ou uma onda que vale milhões.
Escolhemos a onda.
Esta frase mexe connosco. Mas mais do que tudo, é preciso elogiar a coragem de Tozé Correia em assumir a sua posição (que neste momento é a dominante).
Nesse post está uma ampla gama de comentários que espelha a dualidade de opiniões, alguns dos quais vou passar a citar ipsis verbis.
Possivelmente o Porto de águas profundas traria mais empregos e mais desenvolvimento para o concelho, só que tem um senão, não cria tanto mediatismo , nem dá tanta visibilidade a esse malabarista político.
Se Peniche tivesse um porto de águas profundas eis o cenário que me vem à imaginação: peniche seria invadida por marinheiros de outros países, muitos deles feios, porcos e maus e, infelizmente, com pouca ou nenhuma educação/ formação. O ambiente da terra seria "de cortar à faca": a prostituição aumentaria e a droga proliferaria. Doenças infeciosas trazidas dos confins do mundo ameaçariam a nossa frágil comunidade. Os nossos filhos jamais poderiam vagar em segurança pelas ruas e pelas prais do concelho. Os restaurantes da Av. do Mar transformar-se-iam em autênticas cantinas onde africanos que trabalham no porão dos navios se acotevelariam sob um cheiro nauseabundo do sovaco do próximo. Sobre as nossas límpidas águas flutuariam mantos de óleo e demais gorduras tão características da referida actividade, as nossas praias seriam invadidas, não por turistas mas por nacos de nafta, por objectos não identificados, por peixes e crustários moribundos, intoxicados pela podridão aquática.
O avô da onda quer agora vender (vender não, que já ninguém lhe compra nada) ou oferecer a ideia que foi ele que nos salvou dos malandros que queriam construir um porto de águas profundas. O que vale é que a mentira tem perna curta.
A verdade (que a maioria das pessoas não sabe) é que para o Ministério das Obras Públicas, Peniche continua a ser considerado um “porto de reserva estratégica nacional” o que significa que se a qualquer momento o país necessitar de mais um porto comercial, não é o senhor TV que vai travar a sua construção.
Nesta página está resumido um colóquio, realizado em 16 de Dezembro de 1996, que defendia a implementação do porto.
Nesta entrevista Carlos Mota, presidente dos Estaleiros Navais de Peniche, defende o porto.
Neste artigo José Miguel Nunes explica o que o leva a opor-se ao porto.
De qualquer forma, os penichenses podem dar-se ao luxo de não terem de se preocupar muito com este assunto, primeiro, porque não há-de ser tão cedo que vai haver dinheiro para construir uma megalomania destas, só comparável a um aeroporto, e segundo, porque a ser construída, será uma decisão da administração central.
Obviamente, isso não implica que deixemos de defender as nossas opiniões.
opinação #2
Até agora tenho sete respostas à pergunta que deixei à direita.
Ainda bem, pois já bastante depois de a deixar ainda só tinha uma. E foi aí que reparei que esta é uma pergunta mais fácil de colocar do que de responder.
Por um lado, porque depende das nossas convicções, e entra com várias variáveis entre as quais a população de Peniche em tempos se dividiu, e que, sendo todas atualmente ou em tempos defendidas acerrimamente, são porventura contraditórias. Mais propriamente, as duas de cima estão ligadas ao progresso industrial e as duas de baixo a uma vertente turística/cultural.
Por outro lado, a implementação de qualquer uma destas hipóteses depende de dados (sobretudo técnicos) que nós podemos não ter.
Vou por isso ajudar-nos nesta escolha e recolher informação sobre cada um destes temas.
Isso não vai influenciar quem tem uma opinião concreta sobre o futuro da região. Mas são temas bastante importantes, e acho que se não são mais falados, por exemplo na blogosfera, é porque temos noção de que podem ser independentes da nossa vontade.
Sendo ou não, vou tentar fazer uma apanha geral disto.
entretanto #6 porto da areia
O pequeno molhe que se vê à esquerda foi construído para servir as embarcações que levavam a pedra para os molhes na ribeira aquando da sua construção.
As ruínas em primeiro plano são do Forte da Areia do Sul, demolido nos anos 80.
rocóne
Mais uma noite simpática no Somfest.
Ontem a sala já estava bastante completa. O espaço dos DJs é que apesar de supostamente começar às 22.00, às cinco e meia da manhã ainda estava quase vazio. Só depois de os concertos todos acabarem é que o pessoal vai para lá. Isto de vários palcos resulta em muitos festivais de verão mas neste Somfest Peniche 2012 não se revelou muito bem sucedido.
Ontem a sala já estava bastante completa. O espaço dos DJs é que apesar de supostamente começar às 22.00, às cinco e meia da manhã ainda estava quase vazio. Só depois de os concertos todos acabarem é que o pessoal vai para lá. Isto de vários palcos resulta em muitos festivais de verão mas neste Somfest Peniche 2012 não se revelou muito bem sucedido.
scouting #2 ruínas romanas
Há três anos fui fotografar o terreno defronte à Igreja da Ajuda. Foi depois a ver as fotografias e a tentar perceber de onde vinham as estruturas que tinha fotografado, confrontando-as com fotos mais antigas do local, que tive a ideia que fazer a secção "Entretanto" na Voz do Mar, sendo que o primeiro artigo publicado foi sobre este local.
No decorrer da construção de um bloco de apartamentos, foram descobertas ruínas romanas.
Eventualmente foi dada autorização para as obras prosseguirem mas a empresa ficou sem dinheiro e desde então nada mais se fez, a não ser os bombeiros extraírem a água do terreno quando fica transformado num enorme lago devido à água da chuva que não consegue escoar.
O que de mais recente lá se encontra são alguns carrinhos do LIDL:
Entre os romanos e a atualidade os únicos edifícios dos quais tenho conhecimento a serem levantados neste terreno foram fotografados por António Jesus Lourenço em 1983:
Estes prédios foram demolidos ainda na década de 80 ou no início da seguinte, e o que restou deles foi arrasado nas escavações mais recentes.
Mesmo assim, ainda há vestígios que estiveram quase para desaparecer, mas por acaso escaparam, como é o caso deste canto:
O vestígio que mais sobressai parece ser a base de uma chaminé.
No entanto esta zona seria bastante ativa entre os séculos I e IV, altura em que estariam nesta zona instalada uma profícua indústria conserveira que se dedicava a exportar o vinho produzido em Peniche (e não as conservas como normalmente se supõe). Quando a este período, há uns muros de pedra:
Mas obras como o novo Lar de Santa Maria foram construídas sem nenhum acompanhamento arqueológico. (ver comentários) Não podemos estar à espera que sejam os empreiteiros a virem dizer o que é que encontraram, pois isso não é do seu interesse, visto que atrasa ou no caso dos fornos, impede a construção.
No decorrer da construção de um bloco de apartamentos, foram descobertas ruínas romanas.
Eventualmente foi dada autorização para as obras prosseguirem mas a empresa ficou sem dinheiro e desde então nada mais se fez, a não ser os bombeiros extraírem a água do terreno quando fica transformado num enorme lago devido à água da chuva que não consegue escoar.
O que de mais recente lá se encontra são alguns carrinhos do LIDL:
Entre os romanos e a atualidade os únicos edifícios dos quais tenho conhecimento a serem levantados neste terreno foram fotografados por António Jesus Lourenço em 1983:
Mesmo assim, ainda há vestígios que estiveram quase para desaparecer, mas por acaso escaparam, como é o caso deste canto:
O vestígio que mais sobressai parece ser a base de uma chaminé.
Na foto de cima vê-se o que parece ser um buraco feito por uma máquina que foi impedida de prosseguir. O que impediu então que tudo o resto fosse arrasado e esta estrutura salva? Talvez o entendimento de que também poderia ser romana. Eu também pensava que seria romana, no entanto perto dela estão vestígios mais antigos, que pela sua reduzida altura mostram que a estrutura em tijolo é mais recente.
Existe um canal, outrora subterrâneo, cuja função desconheço, mas aparenta ser uma conduta de água. Não havendo poços na proximidade, poderia conduzir a água da chuva ou de alguma atividade para o fosso (está alinhado nessa direção):
Antes disso, havia somente terrenos de cultivo, como prova esta foto da primeira edição do "Entretanto":
Restos de ânforas estão espalhados por todo o local:
Houve nesta zona uma intensa atividade durante o período romano. Conhecemos poucos vestígios, tal como os fornos, e uma estrutura na Avenida 25 de Abril que já ouvi dizerem ser romana.
Tem de ser a autarquia a disponibilizar o acompanhamento das obras durante as escavações, o que custa dinheiro e no caso de se encontrar alguma coisa o progresso da cidade é atrasado.
Por isso muitas vezes a câmara prefere fechar os olhos e deixar avançar as máquinas, como aconteceu no caso do Modelo e depois veio-se a descobrir que foi destruído património que remonta até à pré-história.
Os fornos, tal como os restantes vestígios que a zona do Morraçal da Ajuda esconde são do interesse público a longo prazo. E as ideias para essas zonas, passem elas por um núcleo museológico ou outra coisa qualquer, dizem respeito a todos nós, e tenho pena que não haja muito interesse nelas.
Sem o envolvimento ativo da população, nada feito.
# percurso feito em 8-7-2009
opinação #1 somfest
Agradeço a todos os que responderam ao primeiro questionário.
Houve 9 respostas, que estão discriminadas no seguinte gráfico:
O "não" saiu claramente vencedor.
E a primeira noite foi reflexo disso mesmo.
Deram-me um cartão de consumo mínimo de 5 euros para entrar no festival gratuito. Quando saí acabei por pagar apenas o que consumi, de qualquer forma, há muita desorganização no que toca a transmitir informação sobre este evento. Acredito que seja complicado organizar um evento deste tipo, mas com este tipo de erros acabaram por afastar público.
Entrei no espaço da discoteca, que estava vazio, e nesse momento fui assassinado pelo olhar das pessoas que convencera a ir comigo. Fomos depois encaminhados para o que parecia um salão de casamento, com cortinas brancas a tapar as janelas.
Os primeiros a atuar foram os Wild Booze, que estavam agendados começar às 22.00 mas começaram já perto das 23.30.
Houve 9 respostas, que estão discriminadas no seguinte gráfico:
E a primeira noite foi reflexo disso mesmo.
Deram-me um cartão de consumo mínimo de 5 euros para entrar no festival gratuito. Quando saí acabei por pagar apenas o que consumi, de qualquer forma, há muita desorganização no que toca a transmitir informação sobre este evento. Acredito que seja complicado organizar um evento deste tipo, mas com este tipo de erros acabaram por afastar público.
Entrei no espaço da discoteca, que estava vazio, e nesse momento fui assassinado pelo olhar das pessoas que convencera a ir comigo. Fomos depois encaminhados para o que parecia um salão de casamento, com cortinas brancas a tapar as janelas.
Os primeiros a atuar foram os Wild Booze, que estavam agendados começar às 22.00 mas começaram já perto das 23.30.
Confesso, já fui a festivais de verão com mais público.
Eventualmente a sala acabou por ficar mais composta, mas de qualquer forma isto está longe do que eu e provavelmente os produtores do evento imaginávamos ao início.
Mas apesar de tudo eu gostei. Não é todos os dias que temos cá uma série de bandas num só espaço. Por isso, aconselho. E espero voltar.
Apesar de entrar na Voilá às onze da noite ser das coisas mais surreais que já fiz.
como enterrar os maias
Aliás, eu além de os ler também tive de participar numa encenação da obra, para a qual escrevi o guião. Como o grupo tinha mais gente do que as personagens do livro, tive de pegar num trecho da obra e entre as falas originais meter as de personagens inventadas por mim de forma a comportar todo o grupo.
Apreciadores de Eça de Queirós são fortemente desencorajados a prosseguir a leitura deste post.
Ega – Mas onde é que eu pus a charuteira?
(Ega procurando nos bolsos do casaco)
Mordomo – A charuteira, senhor?
Ega – Sim, sim, a charuteira!
Mordomo – Para que é que Vossa Excelência deseja a charuteira?
Ega – Ora essa, homem! Para fumar um charuto!
Mordomo – Não estará nos bolsos do casaco de Vossa Excelência?
Ega – Mas é aí onde eu estou a procurar! Olhe, saia-me da frente! Saia,
saia!
(Ega vai ter com Maria Eduarda)
Ega – Então, quando partimos?
Carlos – Para onde?
Ega – Ora essa, para o Sarau da Trindade!
Carlos – É uma seca!
Ega – Também é uma seca subir as pirâmides do Egipto!
Carlos – É por isso mesmo que eu nunca lá fui!
Ega – Mas não é todos os dias que se sobe a um monumento com 4 mil anos! E
a senhora D. Maria, podia ver neste sarau uma coisa também rara! A alma
sentimental de um povo exibindo-se num palco, ao mesmo tempo nua e de casaca.
Vá, coragem! Um chapéu, um par de luvas e a caminho!
Maria – Sim, tudo bem mas hoje estou mesmo estafadinha.
Ega – Bem, eu é que não quero perder o Rufino… Vamos lá, Carlos, mexe-te!
Carlos – Mais um bocadinho, homem! Deixa a Maria tocar umas notas do
Hamlet. Temos tempo. Esse Rufino, e o Alencar e os bons, só falam mais tarde.
Maria (a cantar) – Pâle et blonde fort sois l’eau profonde…
Rosa – Mãe, mãe… Assim não consigo dormir…
Maria – Rosa, meu amor… Prometo que não canto mais… Vai lá dormir
sossegada.
Rosa – Boa noite! Boa noite!
(Rosa vai-se embora)
Carlos – Quem é por fim esse Rufino?
Ega – Dizem que é um deputado, um bacharel, um inspirado… Pelos vistos é
sublime nessa arte de arranjar, numa voz de teatro e de papo, combinações
sonoras de palavras.
Carlos – Detesto isso!
Rosa – Acordaram-me outra vez! Estou a ver que assim não consigo dormir!
Carlos – Desculpa, desculpa! Juro que não volta a acontecer!
Empregada - Vá, vamos para a cama, vamos ter uma boa noite de sono!
Rosa- Também estás com sono?
Empregada - Eu depois logo me deito… Deita-te tu agora, que precisas de
dormir.
Ega - Bem, eu cá vou já ter à Trindade, antes que perca o Rufino.
Mordomo – Aqui tem o seu casaco, senhor!
Ega – Mas esse não é o meu casaco!
Mordomo – Então boa noite para Vossa Excelência!
Ega (apressado) – Pois, sim…boa noite…
Carlos – Espera. Descobri melhor, fazemos o sarau aqui. Maria toca
Beethoven, nós declaramos Musset e Hugo, os parnasianos, temos padre
Lacordaire, se te apetece a eloquência, e passa-se a noite numa medonha orgia
de ideal!
Maria – E há melhores cadeiras!
Carlos – Melhores poetas.
Mordomo – E Vossas Excelências têm bons charutos e bons conhaques.
Empregada – Mas se os senhores fizerem essa festarola toda a menina não vai
conseguir pregar olho!
Maria – é bem verdade, é bem verdade…
Ega – Então e o Cruges!?
Mordomo (confuso) – O Senhor Cruges está a dormir com a menina Rosa!?
Ega – Não, não é nada disso! O Cruges toca hoje umas das suas “Meditações
de Outono”.
Carlos – Não digas mais! Esquecia-me o Cruges! É um dever de honra!
Abalemos.
(Carlos e Ega saem de casa, e já na rua encontram um mendigo.)
Mendigo – Alguma coisinha por favor!
Ega (agarrando o casaco de Carlos) – Voltemos para casa.
Mendigo – Por favor! Por favor! Não tenho nada para comer!
Carlos – Está bem, está bem! Olhe, vá tocar à campainha daquela casa e peça
um bocado de pão.
Mendigo – Mas eu não gosto de pão!
Carlos – Então peça outra coisa qualquer! Sei lá!
(O mendigo toca à campainha da casa de Maria Eduarda)
Empregada – Quem é? Quem é?
Mendigo – Apenas um pobre mendigo, minha senhora!
Maria – Tome lá um bocado de pão.
Mendigo – Mas eu não gosto de pão, minha senhora!
Rosa – O que é que foi agora!? Mas quem é este senhor?
Maria – Ó meu amor, acordaste outra vez! Este senhor não interessa!
Mendigo – Está a dizer que eu não interesso!?
Maria – Não, não era isso que eu queria dizer… Anda, Rosa, vamos para a
caminha.
Mendigo – E não me pode dar nada para comer?
Maria – Melanie, vem tu dar qualquer coisa a este senhor, que eu vou adormecer
a Rosa.
Empregada – Olhe, tem aqui estas fatias de pão…
Mendigo – Mas eu cá não gosto de pão!
Empregada – Então veja lá do que gosta
( A empregada sai, deixando o mendigo sozinho na sala. O mendigo pega em muitos objectos e foge.)
( A empregada sai, deixando o mendigo sozinho na sala. O mendigo pega em muitos objectos e foge.)
Mordomo – Melanie, Melanie!
Empregada – Sim, que foi!?
Mordomo – Olha aqui, levaram tudo, não temos nada!
Empregada – Sim, tens razão… Mas olha…
Mordomo – O quê!?
Empregada – Ao menos ainda nos resta o pão!
entretanto #5 largo 5 de outubro
Tal como sucede um pouco por toda a cidade, depois da sua demolição, o local onde se erguia o edifício da esquerda em primeiro plano ainda se encontra inestético e mal aproveitado, sendo agora atualmente utilizado como estacionamento, numa zona onde supostamente o acesso por automóveis seria proibido.
Para terminar, na primeira fotografia vê-se à direita uma pequena capela, que juntamente com outras seis também já inexistentes, foi construída na segunda metade do século XVIII para servir a Procissão do Senhor dos Passos.
a rádio
Não sei quantas músicas espanholas ouviram passar na rádio nos últimos tempos.
Eu só ouvi uma.
Repetidamente.
Perdóname é uma boa música, não é isso que está em causa.
Mas de toda a música que nuestros hermanos compuseram, só nos chegou esta, pois mesmo sendo em espanhol conta com a participação de uma cantora portuguesa. E por causa disso, contrariamente ao trabalho dos restantes artistas espanhóis, do qual não nos chega nada, esta música chegou até nós em tal dose que eu já desato a vomitar se a começo a ouvir.
Isto só nos mostra que as pessoas que estão por detrás da rádio agarram-se somente àquilo que tem sucesso garantido, porque veem a rádio pura e simplesmente como um negócio.
E tenho muita pena por isso.
Porque eu gosto de rádio. E não é quando estou no trânsito e não há mais nada para ouvir, eu gosto de rádio porque sim.
Cada vez que pego no carro ligo numa estação qualquer. E oiço coisas que já ouvi antes, e que cumprem uma fórmula de sucesso que os produtores sabem que vai resultar com o grande público. Por isso após percorrer as estações memorizadas no rádio contrariado lá tenho de mudar para o leitor de CDs.
Claro que a culpa não é só das estações. As pessoas têm mais que fazer do que ter gosto musical e acham por bem gostar daquilo que os outros também dizem que gostam. E temos um mundo invadido pela Lady Gaga, Katy Perry e futilidades do género.
De qualquer forma, enquanto for eu a decidir o que oiço, isso não me incomoda nada.
Só tenho pena é da rádio.
correio da manhã #0
Vou passar a partilhar notícias do Correio da Manhã que fui religiosamente cortando e guardando de há uns anos para cá.
Pode-se dizer muita coisa do Correio da Manhã, mas se há coisa que não podemos dizer é que ele não espelha a realidade. A nossa realidade é a realidade do Correio da Manhã. Roubos de mercearias, violações de adolescentes e homicídios de vizinhos. Fingirmos que este não é o nosso país só resulta até passarmos a ser vítimas dele.
Por isso, para vós, recortes do Correio da Manhã, que é como quem diz, recortes de Portugal.
Pode-se dizer muita coisa do Correio da Manhã, mas se há coisa que não podemos dizer é que ele não espelha a realidade. A nossa realidade é a realidade do Correio da Manhã. Roubos de mercearias, violações de adolescentes e homicídios de vizinhos. Fingirmos que este não é o nosso país só resulta até passarmos a ser vítimas dele.
Por isso, para vós, recortes do Correio da Manhã, que é como quem diz, recortes de Portugal.
scouting #1 atouguia medieval
Decidi para começar tentar encontrar o que resta da Atouguia da Baleia no tempo em que era um importante porto marítimo fortificado, nos séculos XII a XV.
Como a cartografia ainda não estava desenvolvida no auge da Atouguia como terra piscatória, há muita informação sobre o desenvolvimento de Peniche e quase nenhuma sobre a Atouguia.
Para me guiar, segui uma planta de zona muralhada possível que Mariano Calado desenhou sobre uma planta da vila. Sobrepondo essa hipótese sobre uma vista aérea o resultado é este:
Sendo que a laranja são as ruas que a muralha poderia ter atravessado segundo Mariano Calado e a amarelo os vestígios existentes (pelo menos os que eu conheço).
Isto acontece porque nós chegamos à zona mais antiga da Atouguia por cima, sendo que se quisermos ter uma perspetiva de como era antigamente esta terra temos de aceder por outro lado.
Isto é o que resta do castelo visto da zona onde antigamente existia o porto.
Antes de subir está esta fonte, sobre a qual encontrei informação aqui, a qual passo a citar:
Perto dos vestígios do castelo mais conhecidos, há alguns panos da muralha que ainda subsistem:
Entrando na povoação, a presença medieval mais conhecida é a Igreja de São Leonardo (século XII):
A partir desta igreja começa a Rua José Augusto Vaz, que tem um aspeto bastante pitoresco e nos prova a antiguidade do local:
Como eu não também não tenho nenhuma formação em história ou arquitetura, não consegui identificar nenhum pormenor que remetesse em específico para a Idade Média, sendo o mais antigo que consegui identificar um vão manuelino (início do século XVI):
Quanto à muralha, nada de óbvio. No entanto em cima do perímetro delimitado por Mariano Calado está este edifício, que por hipótese poderia ter aproveitado uma secção da muralha:
Sempre achei estranho sobrar tão pouco das defesas da Atouguia. Normalmente, muitas das paredes das construções defensivas sobrevivem pois as casas são construídas em cima delas, com paredes em comum, como em Coimbra, ou então porque ficam numa zona que pelas suas características pouco propícias à construção consegue fugir à expansão da terra, como em Leiria.
Da Atouguia medieval chegou-nos muito pouco. O mesmo se passa com Peniche.
Creio que por detrás disto estará o pouco espaço disponível para o desenvolvimento da região (obrigatoriamente perto do mar), que forçou a sobreposição de construções, e o pouco interesse artístico que os edifícios apresentavam. Isto levou ao desaparecimento da maior parte das construções medievais na Atouguia e na sua totalidade em Peniche.
# percurso feito em 3-7-2012
scouting # 0
Vou começar uma série de artigos cujo conceito é descaradamente copiado deste blog.
Scouting New York conta as aventuras e desventuras de um tipo que tem a profissão de descobrir cenários para filmes. Sendo ele assaz curioso, sempre que vê algo fora do comum vai investigar minunciosamente sobre esse local e apresenta-nos a história por detrás do dito cujo.
Eu acho que no que toca a insólitos Peniche não está nada atrás de Nova Iorque, e para o provar vou à procura daquilo que o nosso concelho tem a oferecer no que toca a mistérios e estranhezas de vária ordem. Fiquem comigo nesta aventura. Não, a sério, fiquem mesmo. Tenho medo.
Scouting New York conta as aventuras e desventuras de um tipo que tem a profissão de descobrir cenários para filmes. Sendo ele assaz curioso, sempre que vê algo fora do comum vai investigar minunciosamente sobre esse local e apresenta-nos a história por detrás do dito cujo.
Eu acho que no que toca a insólitos Peniche não está nada atrás de Nova Iorque, e para o provar vou à procura daquilo que o nosso concelho tem a oferecer no que toca a mistérios e estranhezas de vária ordem. Fiquem comigo nesta aventura. Não, a sério, fiquem mesmo. Tenho medo.
entretanto #4 baluarte da misericórdia
A primeira fotografia mostra-nos nos anos 30 a grande afluência de pequenas traineiras que havia na Doca.
No início dos anos 50 foi demolida parte do baluarte da Misericórdia e construída a atual ponte para o trânsito de veículos.
À esquerda na foto de baixo, o atual quartel dos Bombeiros Voluntários de Peniche foi inaugurado em 13 de Março de 1999.
okupas
À semelhança do que acontece em Espanha, em Portugal cada vez mais casas abandonadas são invadidas por "okupas", ou seja, por movimentos de cidadãos, quer dizer, mocidade da esquerda.
Fontes seguras dizem que a próxima casa abandonada a ser okupada é o Ministério da Economia.
Meio ano para o fim
Estamos exatamente a meio de 2012.
Como é sabido o mundo acaba no final deste ano, portanto temos só mais meio ano para aproveitar.
Não é treta nenhuma, há muita gente para aí a defender isto mesmo.
Só tenho pena de depois já não haver ninguém para lhes reconhecer a razão.
entretanto #3 rua d. luís de ataíde
opinação #0
Eu tenho trabalhado bastante para este blog.
Mas a verdade é que estou em época de exames e entre estar a estudar ou estar para aqui a dissertar sobre a vida a segunda hipótese é mais agradável. Pelo menos para mim.
Como tal criei um formulário que vou passar a atualizar com questões para as quais a vossa opinião é-me imensamente importante. Por isso, deixem repousar o meu atormentado espírito e respondam.
Ah, e se não responderem vão morrer nos próximos 150 anos.
Mas a verdade é que estou em época de exames e entre estar a estudar ou estar para aqui a dissertar sobre a vida a segunda hipótese é mais agradável. Pelo menos para mim.
Como tal criei um formulário que vou passar a atualizar com questões para as quais a vossa opinião é-me imensamente importante. Por isso, deixem repousar o meu atormentado espírito e respondam.
Ah, e se não responderem vão morrer nos próximos 150 anos.
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