emparedamento #9


as festas


Ontem foi a vez de Fernando Rocha subir ao palco da festa de Ferrel.
Acho que foi uma aposta corajosa por parte da comissão de festas e que se revelou ganha.
Disse o próprio Fernando Rocha:
"É uma honra estar numa festa desta dimensão. Não é para todos."

A verdade é que a festa de Ferrel consegue fazer eclipsar todas as outras festas do concelho como se nada mais sequer existisse. Especialmente a de Peniche, que acontece ao mesmo tempo. Não digo que Peniche deva imitar a festa de Ferrel, até porque têm objetivos diferentes, a de Ferrel tem um cartaz com bandas itinerantes que dão um grande espetáculo e Peniche aposta mais em nomes consagrados e adequados a um público mais velho. Por exemplo, Fernando Rocha nunca poderia vir a Peniche, pelo bom funcionamento do coração das nossas paroquianas.

Mas tendo Peniche um espaço maior, consegue estar pior gerido. Por mim o palco poderia ir para a zona onde começa o passadiço de madeira ao lado da Fortaleza. O espaço é mais apertado que o atual, mas para que é que se quer tanto espaço quando não há gente que o ocupe.

álbum de fotografias #2 nevoeiro na papôa

Quem está em Peniche sabe o nevoeiro que hoje, quinta-feira, caiu a meio da tarde (e agora, de noite, ainda se mantém).
Aproveitei para ir à Papôa pela hora de jantar e é-me difícil descrever o sítio onde estava.

A ilha da Papôa em si era quase como uma ilha perdida, um enorme silêncio só interrompido pelo leve bater das ondas, e uma paisagem invadida pela névoa que só deixava entrever de vez em quando um ou outro rochedo mais próximo.

Disso nada consegui fotografar, não se ia distinguir coisa alguma, mas deixo algumas fotos da zona envolvente:









capa #6 the man who sold the world

David Bowie 1970

Nirvana 1993

habilidades


Acabo de ver Gonçalo Carvalho sentado em cima do seu cavalo enquanto este dança freneticamente ao som de I Gotta Feelling dos Black Eyed Peas. Em direto dos Jogos Olímpicos.
Tenho uma arara que bate as asas ao som de Emanuel.
Ainda hoje compro os bilhetes para Londres.

manhã difícil


Hoje houve quem tivesse tido uma manhã difícil entre os comerciantes da feira da Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem. E não foi por ontem à noite terem bebido uns copos a mais.

resumindo e concluindo


barraca

Estava eu a passar junto às barracas das farturas quando mesmo à minha frente pára uma carrinha branca. De lá saem meia-dúzia de senhores e uma senhora, a maioria de meia-idade, com sacos pretos na mão a correr para as barracas dos ciganos. Tinham escrito ASAE nas costas.
Rapidamente abrem os sacos e atiram lá para dentro o que encontram pela frente. Agentes da polícia seguem-nos e bloqueiam a passagem às pessoas. Uma carrinha da polícia de intervenção pára e saem agentes armados e com capacetes.

Eu fico atónito a olhar a cena, sendo isto que o que consegui captar:


Com alguma concentração, é possível encontrar no meio da foto um agente da ASAE (de colete preto com riscas brancas) e à direita o cordão policial.
Não me atrevi a tirar melhores fotos com medo de que os agentes pensassem que eu estava metido com os ciganos e me tratassem como costumam tratar os ciganos delinquentes cá em Peniche.
Pronto, se fosse assim não me faziam nada, mas na altura fiquei tão estupefacto que não deu para melhor.

Fui-me embora e passado meia-hora quando lá voltei estava tudo às escuras e a polícia estava a terminar as rusgas. A saída dos agentes foi acompanhada por uma salva de palmas dos ciganos. Os agentes meteram-se nas carrinhas e foram à vida deles.
Quando já não havia nenhum polícia, alguns ciganos dispuseram-se a partir para a agressão e os ânimos levantaram-se. Sem consequências nenhumas, visto que já lá não estava ninguém.
Nem as sapatilhas a dez euros.
Caramba, se soubesse que isto ia acontecer tinha comprado meia dúzia de pares daquilo.
Carrinhas brancas a parar ao pé das farturas?
Nunca mais me apanham com essa.

live on tv

Emissão da RTP em direto da ribeira de Peniche aqui.

Cuidado: Contém Serenella Andrade.

uma questão de etiqueta

Comprei uma camisa da marca Ribeiro Babo.
Acontece que enquanto as restantes empresas têxteis descrevem os seus produtos como confortáveis ou elegantes, a Ribeiro Babo não se fica por aqui, conforme pude comprovar na etiqueta:


Sou pois o feliz proprietário de uma camisa vibrante e irresístivel. Mas o que mais me intriga é a minha peça de vestuário ser o ponto de partida desta história.
Não sei é qual é a história. Tanto pode ser apaixonar-me pela mulher da minha vida como ser atropelado por um camião de conservas.
Por isso peço encarecidamente à Ribeiro Babo que me esclareça a história em que estou metido, para não haver aqui mais confusões e outras surpresas desagradáveis.
Obrigado.

emparedamento #7


estacionamento



Não me lembro se o ano passado já havia disto, mas agora não se pode dizer que há falta de lugares para estacionar no Baleal. Acho que só falta sinalização para indicar este quase interminável parque, pois da sua entrada não dá para ver a sua extensão e os carros podem ignorá-lo e prosseguir a demanda por estacionamento.

civilização


Como o sempre atento leitor já terá porventura notado, a feira da Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem entrou no século XXI.
Grande parte dos postos dos comerciantes estão agora dentro das estruturas desmontáveis que outras feiras de cariz mais específico costumam apresentar, como a do extinto Sabores do Mar, até com o nome de cada comerciante exposto. Mesmo havendo ligeiramente menos comerciantes do que antigamente, chegam perfeitamente.
Gostei que a feira se tivesse civilizado.

capa #4 come together

The Beatles 1969

Arctic Monkeys 2012

antónio sala

Depois de uma simpática carreira radiofónica e televisiva, António Sala decidiu sair do devido descanso para ser júri num programa onde não se via tanto palhaço desde o Batatoon.

E como uma desgraça nunca vem só, achou por bem aproveitar-se do desespero dos portugueses para dar a cara a uma casa de ouro. O anúncio vale nem que seja pelos testemunhos dos clientes (muito mais que) satisfeitos.